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 Escrito por kakau às 09h44
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Calor Matinal

Ana Flora

Aos poetas

Com atraso - não em vão - canto e te estendo a mão para um passeio ao sol.

Venha comigo, não hesite, meu poeta quase triste de amor e solidão.

Venha, eu te conduzo!

Faça da estrada o mapa que o acaso, sutilmente, se encarregou de traçar.

Seu destino entrelaçado ao meu coração cortado de viver e de esperar.

Quer passear comigo?

"Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol..."




 Escrito por kakau às 09h40
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Dispersão

Mário de Sá-Carneiro 

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:
Porque um domingo é família,

É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.

A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto:
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida. 
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.

Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei. 
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...

E sinto que a minha morte -
Minha dispersão total -
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.

Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.

Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas pra se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas

Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo?  Um rastro?... Ai de mim!,..

Desceu-me na alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em urna bruma outonal.

Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço,..

Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba




 Escrito por kakau às 09h39
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Você tem fome de quê?

"A fome, as fomes: de casa, saúde e educação,
as essenciais. Mas – não menos importante
– a fome de conhecimento, de esperança,
de possibilidades, de liderança. Fome de
confiança: ah, essa não dá para esquecer"

Concordo com quem anseia pela erradicação da fome no mundo, mas se isso ocorresse no Brasil já estaria bom, para começar. Do meu cômodo posto de observadora, e do duro posto de cidadã com uma vida cotidiana onerada por altíssimos impostos, contas a pagar e coerências a preservar, quero expandir esse conceito de fome.

A fome, as fomes: de casa, saúde e educação, as essenciais. Mas – não menos importante – a fome de conhecimento, de esperança, de possibilidades, de liderança coerente. Fome de confiança: ah, essa não dá para esquecer. Poder confiar no guarda, nas autoridades, até nos pais e nos filhos.

Confiar na minha cidade, no meu país, nas pessoas em quem votei, e também nas que não receberam meu voto: ser digno não é vantagem, é obrigação básica. Andamos tão desencantados que ser decente já nos parece virtude, ser honesto é digno de medalha, e ser mais ou menos coerente vale Prêmio Nobel.


Fome de conhecimento: a primeira condição para melhorar de vida é conhecer mais sobre a própria situação e verificar quais os caminhos possíveis. Não tomando, tirando, invadindo, assaltando, mas crescendo enquanto ser humano. Ler faz parte disso, de ser integrado, de integrar-se. Ler como se come o pão cotidiano: ainda que seja o jornal esquecido no banco da praça.

Não creio que a violência na cidade, no campo, no mundo seja fruto da fome de comida, e sim da fome de sentido, esperança e dignidade. A violência internacional, de momento emblematizada no terrorismo (a mais suja das guerras), nasce dessa fome e da perversa combinação de ideologia torta e fanatismo. A ideologia nem sempre comanda a morte, nem sempre desconcerta o intelecto: sendo positiva, conduz, ilumina e estimula, assim como a outra degola homens e mulheres inocentes, explode crianças ou as fuzila pelas costas, e faz disso um vídeo para espalhar pelo mundo.

Somos uma humanidade acuada pela brutalidade das carnificinas movidas internacionalmente e pela violência que, em tantas formas, assalta e mata na nossa casa, nos bancos, nos bares, nas esquinas. Transcendendo os limites urbanos, ela se estende para lugares bucólicos que antes pareciam paraísos intocáveis: você pensa em comprar um sítio? Seja onde for, inclua nesse pacote o caseiro, os cães de guarda, alarmes e quem sabe cerca eletrificada.

Teremos paz?

Neste momento estou descrente, embora batalhe por isso do jeito que posso. Não por virtude, mas porque esse é um dos deveres básicos de qualquer pessoa. Devemos começar por instaurar a paz em nós mesmos e ao nosso redor, sem necessariamente desfraldar bandeiras ou ser missionários. Basta existir e agir como um ser pacífico (não confundam com pusilanimidade). Basta (pouco original, eu sei) reformar a si próprio: se posso ser agregadora, não disperso; se posso ser conciliadora, não devo espalhar ressentimento; se quero a paz, preciso não ser mensageira de rancores.

Tudo começa, como dizem, em casa: e é assim desde que ela era um caverna primitiva e nós, uns trogloditas um pouco menos disfarçados do que hoje... Com fomes bem mais simples de satisfazer.

Lya Luft





 Escrito por kakau às 09h54
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O teu curso

Crê no bem, na paz que reside em teu espírito.
Crê nos homens e apesar das mentiras
e dos grandes enganos,
crê assim mesmo.
Pois é através da fé que aprendes a sabedoria.
É através da compreensão que
aprendes a bondade.
É através da humildade que a clareza te chega,
dando-te consciência do momento presente.
É através do amor que chegas a ti mesmo e aos teus, e é através do amor que chegas a Deus
e à segurança eterna de que tudo caminha,
tudo expande e tudo ensina.
Não te atrapalhes diante das confusões que vês em ti ou em teus irmãos,
elas não são os ventos e tampouco o equilíbrio que sustentam as tuas asas sob o céu.
Não chores diante das desgraças e tampouco alimentes a maldade alheia,
elas apenas esvaziam teu ser, aprisionando teu coração nos mares gelados da solidão.
Alimenta em ti o que te faz sorrir, o que te propicia o silêncio da paz, da comunhão com
o fogo, com a água, com a terra e com o ar.
Purifica, dia a dia, com o teu curso, os ares que te rodeiam, pois são estes que inspiras para dentro do teu próprio ser.
Entrega a Deus aquilo que não sabes como resolver, e realiza, com tuas próprias mãos, aquilo que Deus já te ensinou como fazer.
Sê feliz!

 

Oi gente!Tudo bem?Achei essa mensagem lá no site Estação da Paz e resolvi publicá-la.Desejo a todos uma ótima sexta e um ótimo fim de semana!



 Escrito por kakau às 09h53
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Continuo sem tempo.....

Mas logo postarei esta semana!!!!!!! prometo e visitarei a todos!!!! muito obrigada por sempre se lembrarem de mim.

beijos a todos



 Escrito por kakau às 09h46
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Procura-se um Amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.




 Escrito por kakau às 09h32
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Nasce o sol sob as flores,
Cantam os pássaros no jardim,
Morrem todas tuas dores
E ficamos distantes do fim.

O calor não causa incêndio
No meu corpo desequilibrado
Tão sabido do compêndio,
Que se destrói, já quebrado.

A primavera já passou
E deixou rosas murchas
No coração que te dou.

Agita o céu a ventania
E eu morro aqui sozinha
Neste Jardim da Poesia.



 Escrito por kakau às 09h27
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Se eu pudesse agarrar um arco-íris
 
Eu o pegaria só para você
 
E compartilharia com você a sua beleza
 
Nos dias em que você se sentisse triste
 
Se eu pudesse construir uma montanha
 
Você poderia chamá-la de só sua
 
Um lugar para encontrar serenidade
 
Um lugar para estar sozinho
 
Se eu pudesse pegar seus problemas
 
Eu os jogaria no mar
 
Mas todas estas coisas em que eu estou pensando
 
São impossíveis para mim
 
Eu não posso construir uma montanha
 
Ou pegar um belo arco-íris
 
Mas deixe-me ser o que eu sei de melhor
 
Um amigo que está sempre por perto


 Escrito por kakau às 09h25
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 Escrito por kakau às 15h41
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Arte, arte, arte....na minha vida a arte sempre esteve presente de várias formas, na faculdade, nos artesanatos, mosaicos, minha banda e agora com as facilidades dos programas de edição de imagens tudo fica mais fácil, to realmente deslumbrada coma descoberta dos brushes.

 



 Escrito por kakau às 15h36
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Quando eu postei, estava...

 



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BRASIL , Mulher , de 20 a 25 anos , Portuguese , Viagens , Cinema e vídeo , música
MSN - claudiakakau2@hotmai
 
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